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O que a gente tem a ver com o desperdício de alimentos

Em pleno mês do Meio Ambiente, pensando nas implicações e na nossa responsabilidade em relação ao tema, resolvi escrever sobre o desperdício de alimentos, que é nossa maior dor por aqui.

Se a perda e o desperdício de alimentos fossem um país, seria o terceiro maior em emissões de gases de efeito estufa (GEE) no mundo, perdendo apenas para China e EUA. Calcula-se que ao menos 8% das emissões de GEE estão relacionadas à perda e ao desperdício de alimentos.

A FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura) define que as perdas são as que ocorrem no decorrer da cadeia de abastecimento alimentar, principalmente nas fases de pós-colheita, produção, processamento, armazenamento e transporte.

O desperdício, por sua vez, acontece no fim da cadeia alimentar: nos supermercados, restaurantes e nas casas dos consumidores. O desperdício pode ser definido quando o ser humano descarta intencionalmente alimentos que ainda poderiam ser aproveitados e consumidos.

No âmbito mundial, entre um quarto e um terço dos alimentos produzidos anualmente para o consumo humano se perde ou é desperdiçado. Isso equivale a cerca de 1,300 bilhões toneladas de alimentos, o que inclui 30% dos cereais, entre 40 e 50% das raízes, frutas, hortaliças e sementes oleaginosas, 20% da carne e produtos lácteos e 35% dos peixes. A FAO calcula que esses alimentos seriam suficientes para alimentar dois bilhões de pessoas.

Segundo o Índice de Desperdício de Alimentos 2021 do UNEP (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), 17% da produção global de alimentos foi desperdiçada em 2019, ou seja, foram perdidas 931 milhões de toneladas de alimentos que tinham valor e que poderiam satisfazer as necessidades nutricionais de pelo menos 380 milhões de pessoas, mais da metade das que passam fome no mundo. Destas 931 milhões de toneladas de alimentos desperdiçados, 61% acontecem em domicílios, ou seja, somos os maiores responsáveis pelo desperdício de alimentos, nós mesmos, em nossas casas. Em estudos anteriores, a FAO subestimou significativamente essa escala. O desperdício de alimentos no nível do consumidor (família e serviço de alimentação) parece ser mais do que o dobro da estimativa anterior.

E estes alimentos perdidos em suas fases finais, na venda e no consumo, tem uma pegada de carbono muito maior, já que todas as fases da produção geram alguma emissão de carbono. Ou seja, se uma banana é perdida na colheita, ela não gerou emissão de carbono no transporte, por exemplo.

Se 568 milhões de toneladas de alimentos são desperdiçadas anualmente dentro de casa, e os alimentos no final de sua cadeia geram muito mais impacto ambiental, já que geraram GEE em todas as fases da cadeia (colheita, produção, transporte, armazenamento), o problema é de fato gravíssimo.

Então, é urgente que façamos algo. Claro que o problema é estrutural, necessárias ações em diversas instâncias e esferas, mas enquanto elas não vêm, podemos fazer nossa parte.

Na realidade brasileira, os principais vilões do desperdício dentro de casa são culturais.

Crenças como “é melhor sobrar do que faltar”, entre outras e hábitos como preferência por comida fresca à mesa e por compras em grandes quantidades para manter a despensa abastecida.

Precisamos reduzir o desperdício de alimentos, rever crenças e hábitos, em sua maioria passados de geração a geração, sem serem revistos.

Quem não conhece alguém que só come arroz fresco, feito na hora? E que joga tomate um pouco murcho fora? Ou cebola?

O preparo de alimentos em excesso é uma característica da cultura latina.

Quando comparados com os hábitos de compra dos consumidores europeus, por exemplo, os brasileiros valorizam mais a ida ao supermercado para compras abundantes e estocagem de alimentos em domicílio.

Famílias brasileiras tendem a gostar de ir ao supermercado fazer compras fartas, estocar alimentos em grandes quantidades e cozinhar grandes porções.

Mas o desperdício em casa vai além dos hábitos de compra, preparo e estoque de alimentos, tem também influência externa: Há consumidores sensíveis às promoções e compram alimentos além do necessário.

A redução do desperdício de alimentos pode ser alcançada com mudanças comportamentais, ao contrário da redução das perdas nas etapas iniciais da cadeia, que normalmente, necessitam de investimentos em logística e infraestrutura.

Aproveite o mês do meio ambiente para refletir sobre seus hábitos, o consumo consciente é uma estrada sem fim, você sempre se flagra com hábitos muito antigos e que você não percebia o quanto é nocivo ao todo!

Vem com a gente mudar o mundo!

 

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